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O Lugar das Árvores Tristes

O Lugar das Árvores Tristes

Escritora

Carta ao Miguel que está quase a chegar

Jacinto,

Batizei-te assim, num carinho imenso de quem brinca sem ter medo de ofender. Vais ouvir-me chamar-te Jacinto muitas vezes, mesmo que o teu nome seja outro: Miguel.

Demoraste a chegar, miúdo… mas quando chegaste, mudaste tudo. E ainda nem chegaste efectivamente!

Já me fizeste rir e chorar. Já me enterneceste e já me fizeste pensar muito nisto que é criar um bebé.

Tens uma sorte do caraças, sabes? Tens uma mãe incrível, com uma força imensa, que vai dar-te o melhor do mundo. Tens um pai maravilhoso, que vai ser o teu companheirão. E tens tios e primos que estão a contar as horas que faltam para tu chegares. Não te demores, sim? Queremos muito dar-te mimo em doses absurdas. Queremos muito ver-te crescer.

Comigo podes contar ao nível da tia fixe. A tua mãe sabe: no que depender de mim, nunca vos deixarei cair. Somos a tua aldeia, vais crescer connosco, que somos a família que se escolhe. Vais ser o miúdo mais mimado de sempre – afinal, é para isso que servem as tias, não é?

Ainda não chegaste e já gosto tanto de ti! Despacha-te! Estamos todos à tua espera!

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