Primeiro livro já disponível

O Lugar das Árvores Tristes

O Lugar das Árvores Tristes

Escritora

O meu mar é o das palavras.
Escrevo porque não sei viver de outra forma.
Escrevo porque tenho dentro de mim
inúmeras histórias que precisam de ser contadas.

Sweet Fourteen

Catorze anos de Leonor. Catorze anos de maternidade, de dúvidas, de certezas, de medos, de coragem, de lágrimas, de abraços, de gargalhadas, de dias bons, de dias maravilhosos, de dias horríveis, de fragilidades, de ansiedade, de coração apertado e de coração cheio. Catorze anos desta viagem incrível. Sempre quis embarcar nisto de ser mãe. Nunca […]

The Killer Book Club

Há momentos que mudam o curso da vida das pessoas. De vez em quando, uma decisão inusitada traz todo um comboio de mudanças, que ninguém esperava. Foi isto que aconteceu dia 28 de Fevereiro, quando decidi criar o The Killer Book Club. A minha ideia foi simples: reunir um grupo de amantes de policiais, escolher […]

Carta ao Miguel que está quase a chegar

Jacinto, Batizei-te assim, num carinho imenso de quem brinca sem ter medo de ofender. Vais ouvir-me chamar-te Jacinto muitas vezes, mesmo que o teu nome seja outro: Miguel. Demoraste a chegar, miúdo… mas quando chegaste, mudaste tudo. E ainda nem chegaste efectivamente! Já me fizeste rir e chorar. Já me enterneceste e já me fizeste […]

Carta à minha Lia prestes a ser Mãe

My love, Levamos quase 17 anos desta amizade inteira que nos fez irmãs. Encontrámo-nos noutra vida, num tempo em que éramos duas miúdas cheias de sonhos e de planos por cumprir. Crescemos. Caímos. Voltámos a respirar. Estivémos sempre lá, nos dias bons e nos dias maus. Rimos juntas. Chorámos juntas. Zangámo-nos e fizemos as pazes. […]

Estes dias | 12

À noite, deitada na cama, Alzira lutava com a dificuldade em adormecer. Estava inquieta, cansada da presença de Esperança, de quem não sabia como se livrar. Já tentara tudo: pedir educadamente e ameaçar. Nada funcionara. Sentia-se refém de uma estranha na sua própria casa e a agonia crescia-lhe no peito. Lançou a mão à gaveta […]

Um livro (no mínimo) maravilhoso

Peguei neste livro porque a capa me saltou à vista, numa das minhas infindáveis visitas à Bertrand. Nunca tinha ouvido falar nele. Li a sinopse e foi quanto bastou. Achava eu que isso era assim a epítome do que tinha em mãos. Inocente! Mal sabia eu que estava perante um dos meus preferidos deste ano (e ainda […]

Estes dias | 11

Na televisão, as notícias não eram animadoras. O país chegara ao ponto de precisar de policiamento constante. O Estado decidira que todas as cidades seriam alvo de patrulhamento: pares de polícias fariam rondas casa a casa, na tentativa de identificarem todas as pessoas que não se comportassem em conformidade com o que fora decretado semanas […]

Estes Dias | 10

Esperança tinha vários problemas de saúde. Falta de audição não era um deles. Baixou o som da televisão quando lhe pareceu ouvir uma tremedeira, quase como se fosse um telemóvel a vibrar. Esperou para ver se percebia de onde vinha o som. Levantou-se do sofá e foi percorrendo a casa devagarinho, encostando o ouvido às […]

Escritores em apuros #3 – Personagens

Já disse isto inúmeras vezes: para mim, o que faz um livro ser maravilhoso são as personagens que o habitam. Mais do que um enredo magistralmente bem construído, amo personagens com sumo, com  dúvidas, com dramas, com defeitos, com múltiplas camadas e dimensões. E quando as personagens são assim, é muito mais fácil criar um […]

Estes Dias | 9

Alzira trancou-se no quarto. O barulho da televisão ligada no programa da manhã da apresentadora histriónica era só mais uma coisa a beliscar-lhe os nervos, já bastante esfrangalhados pela curta estadia da vizinha. Deitou-se em cima da cama e fixou um ponto no tecto. Contou até 10. Depois até 50. Valia tudo para tentar acalmar-se. […]

Sobre Mim

Sobre mim

O meu mar é o das palavras.

Escrevo porque não sei viver de outra forma. Escrevo porque tenho dentro de mim inúmeras histórias que precisam de ser contadas.

Inspiro-me em tudo o que me rodeia, nas pessoas com quem me cruzo, nos livros que leio, nos momentos que acontecem fora da literatura. Depois transformo tudo isto em realidades minhas, que passam a ser do mundo assim que as converto em palavras.

Talvez fosse feliz a fazer outra coisa qualquer. Mas escrever é a única coisa que me imagino a fazer para sempre.